segunda-feira, 15 de junho de 2009

O DIA UNIVERSAL DO REINO… DA ESGIN

Por insistência do blogista-mor (Paulo Bexiga), vejo-me na obrigação de escrever umas palavras sobre o primeiro dia Universal da ESGIN e fica assim exposta a desmotivação do autor do artigo na sua concepção, porque vai ter que escrever o que viu e não ficcionar o que não viu ou aconteceu, mas como o coordenador deste blog informa: “temos de ter todos os lados da questão, isso é bom bloguismo”. Há coisas que entendo que nunca vão mudar, o carinho que cada um de nós sente pela nossa escola, o carácter e a coragem de certas pessoas e por último, o facto de eu ser sempre o último dos bêbados a ir para casa. O carinho que cada um de nós sente pela escola, porque nos colocou fora da casa dos pais, com amigos que nem desconfiávamos que ficariam para o resto das nossas vidas, a sua formação que nos permitiu as nossas actuais vidas profissionais, que sendo esta (a formação) já na altura discutida, constatámos que não era por razões locais e muito menos temporais, tendo em conta a decadência e aumento de desconfiança pela educação no nosso País; O carácter e a coragem de certas pessoas, pelo carácter e coragem de certas pessoas; O facto de ser sempre o último dos bêbados a ir para casa, porque desconfio que assim tenha acontecido.

Decidiu-se e muito bem, juntar todos os alunos que passaram pela nossa escola. Independentemente de se se saber o idiota (quem teve a ideia) ou a idiotice (conjunto de circunstâncias que levaram o idiota a tal facto) o que é certo é que foi uma ideia genial e para repetir! Na minha humilde opinião, não de uma forma rotineira, para se acautelarem bandalhismos e pouca aderência dos ex-alunos mais distantes.

Intitulado o 1.º Dia Universal da ESGIN, foi reunido, dentro do possível, o Universo da ESGIN, com as suas estrelas, satélites, cometas, meteoritos e buracos negros. Pudemos nesse dia constatar uma vez mais o seu Universo. Vimos as estrelas: os seus alunos (umas novas, outras mais velhas, denominadas cientificamente de supernovas e masers), alguns satélites (poucos): os professores, que sem eles não seria possível o ciclo normal de vida da nossa escola, alguns cometas, com os seus rabos a cintilar, que se vêm muito dificilmente e esporadicamente de anos a anos e também lá estavam alguns meteoritos históricos e os buracos negros, que a ciência ainda não conseguiu explicar.

...não vi lá o Sol! Sim... o sol para a comida...

Por infelicidade minha, sabia à priori que, da parte do meu ano não iria ter muitas visitas, uma vez que estes regularmente visitam Idanha, pelo menos uma vez por ano, sendo que a última visita ainda era recente (no passado dia 25 de Abril de 2009).

Mas o meu ânimo aumentou imediatamente, assim que recebo o telefonema do Tó Fé e da Ilda Marques, informando da sua presença para o almoço. Estava garantida a farra!

Claro está, que neste evento se assistiu a uma grande aderência, e ainda bem que assim foi, por parte do primeiro ano que nunca mais se soube dos seus elementos, até mesmo dos que vivem perto de Idanha-a-Nova ou na região.

Revi a Anabela, a Ana Maria, a Amélia, a Eunice, o João Belo, Cláudia e filha, o Luís Palmeiro, Tita e suas filhas, a Lurdes Tripa e seu marido, o Manel Cagalhão, a Paula de Braga, o Paulo Rato, o Silva, a Vila do Conde, entre muitos outros…

Deste ano, receio de que, a maioria dos ex-alunos, para voltarem a Idanha-a-Nova, terão de receber um voucher de compras, para as despesas de combustível, alimentação e dormida… Também revi o Fã, o Nuno Poças, o Telmo e a Carla e houve muitos mais que faltaram e que gostaria de rever.

Do nosso ano, tivemos uma singela representação, pelas razões atrás indicadas: Marvão (Ilda e Tó), Castelo Branco (Silva, Salgueiro e Dina) e Idanha-a-Nova (moi même).

Quanto à organização, é sempre triste constatar-se o facto de que o bom é inimigo do excelente. Não vou utilizar a tão utilizada expressão "só mesmo em Portugal", porque não conheço organizações de outros países, mas porque não se encaram as coisas com a dignidade que elas merecem?

Compreende-se que se envie um convite, mas não se compreende que nele não constem preços e programa;

Compreende-se o envio para moradas antigas não actualizadas, mas não se compreende o envio em duplicado e triplicado;

Compreende-se que sejam homenageadas personalidades da praxe, mas não se compreende que não sejam outras;

Compreende-se que se queiram homenagear alguns alunos, mas não se compreende que essa informação seja feita a conta gotas e após o envio dos convites;

Compreende-se que um aluno seja avisado de que vai ser homenageado, não se compreende que no próprio dia não o seja;

Compreende-se que a bebida do jantar seja à discrição, mas não se compreende que tenhas de entregar um copo vazio para receber outro cheio;

Compreende-se que o Bexiga use gel no cabelo para ficar mais bonito, mas não se compreende que ele pense que fica;

Compreende-se que tenha havido muitas raparigas naquela festa, mas não se compreende que nenhuma delas me tenha perguntado: “Quer que lhe faça um felatio, para ficar ainda mais bem dispostinho?”

O actual Presidente da Associação apesar da sua tenra idade e tendo em conta que foi a primeira vez que o conheci, pareceu-me bastante dinâmico e competente no seu cargo, mas infelizmente, pouco independente.

Tive o prazer de lhe felicitar por aquela iniciativa, como já referi, de grande propósito.

Quanto à entrega de homenagens, vou ter de me referir a ela, com base em duas perspectivas: se era para ser considerada uma cerimónia, foi um holocausto protocolar, se era para ser considerada um momento divertido e descontraído entre os alunos presentes, foi um momento divertido e descontraído.

Holocausto protocolar, porque ficam sentados na plateia, o antigo Director daquela Escola (Dr. Domingos Rijo), o Delegado Regional do IPJ de Castelo Branco (Dr. Miguel Nascimento), o Presidente da Junta de Freguesia de Idanha-a-Nova (Sr. António Sousa Lisboa). Por sorte, não estavam presentes, o actual Director da Escola, nem nenhum representante (?), o Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco, nem nenhum representante (?) e os Presidentes de Câmara de Idanha-a-Nova e Castelo Branco tinham-se já retirado. Na mesa fico então eu com outro aluno, a falar sobre a praxe. Tema que me indicaram minutos antes de entrar no auditório e que o entendo desenquadrado para um dia daqueles. Mas se pensarmos que a ideia poderá ter surgido de um incompreensível buraco negro, para atingir determinados propósitos, teremos a explicação necessária.

Senti-me como se me tivessem colocado no palco para representar um espectáculo de teatro, onde todo o elenco sabia o texto menos eu.

Acerca do tema proposto – a praxe -, destaquei o apoio que tive (na altura) do João Viveiros e do José Salgueiro, o empenho e dedicação da altura e da importância que esta tem na integração do novo aluno, desde que sejam respeitados limites de ambas as partes.

Ali fiquei ao lado de uma pessoa a quem muito homenagearam naquele dia (ou se auto-homenageou), mas que a mim, não me conseguem apagar da memória que naquele mesmo auditório foi por ele desrespeitada a democracia, a opinião dos alunos, unicamente por interesses pessoais. Possivelmente, uma das desculpas alegadas na altura, tenha sido a ingenuidade e desconhecimento dos alunos, mas já assisti a desculpas mais contextualizadas por parte de líderes fascistas...

Senti vontade de abandonar a mesa pelo desconforto e ridículo daquela situação, mas não o fiz por cortesia e respeito a todos os presentes e a quem me convidou e homenageou. Se me tivesse sido possível pensar, teria apenas dito umas palavras de agradecimento e sentar-me-ia de imediato no meu lugar.

Houve várias intervenções interessantes por parte dos homenageados. Dos discursos proferidos naquele dia, destaco um, o de Ilda Marques, muito parco, mas eficaz, evocado com alguma emoção (ou cerveja a mais): "os três anos que passei nesta escola, foram os melhores da minha vida".

Também fui homenageado e a minha medalha dediquei-a ao ano de 1992, que nunca abandonou a escola, desde que se despediu dela.

Faltou-me referir que aquela escola foi igualmente a rampa de lançamento do grupo de teatro ajitar, através do então GET IN - Grupo Experimental de Teatro de Idanha-a-Nova.

Quanto às homenagens, entendo que elas não se compram ou encomendam, elas merecem-se! (é triste ser-se obrigado a escrever uma frase que de tão óbvia, seria dispensável).

Julgo que a Dina Vaz também terá umas palavras a escrever sobre este dia. Nem que seja apenas a menção das pessoas que queria homenagear (que só ela se lembrou), mas que lhe foi impossível, face à privação da palavra que lhe foi indirectamente imposta ao não ser homenageada.

O Universo desde o big bang que é mesmo assim, com meteoritos, estrelas, buracos negros… e é com isso que temos de viver nele.

E como se explica a ausência do Amílcar e do 32? Esse é um enigma que nunca a ciência conseguirá decifrar...

2 comentários:

  1. Estou quase a terminar o meu fabuloso resumo do fantástico evento e diz-me o Bexiga para me despachar que já publicou o teu. Desisto... depois disto não faço mais nada está tudo dito e muito bem dito. Só não concordo que a minha emoção seja pela cerveja, agora tu ficaste na mesa porque já tinhas uns calmantes (digo cervejas) que não te impeliram a levantar. Beijocas está fantástico

    ResponderEliminar
  2. Muito bom (e reparem que não disse excelente). Muito bom mesmo. Mas nenhuma destas palavras nos vai fazer esquecer de contar aos teus netos que um dia estiveste tão perto de um buraco negro. Achei comovente a foto que a Ilda publicou.
    Não percebi porque tem o Bexiga de levar por tabela, até porque é injusto o comentário. O nosso menino do olhos grandes é lindo, mesmo sem gel.
    Rui Afonso

    ResponderEliminar